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MUNDO -  O Facebook e o WhatsApp são as principais plataformas de difusão de conteúdos falsos, segundo o Relatório de Notícias Digitais 2020 do Instituto Reuters, considerado o mais importante estudo mundial sobre jornalismo e novas tecnologias. Entre os ouvidos, 29% manifestaram preocupação com a difusão de desinformação nas redes sociais Facebook, 6% no Youtube e 5% no Twitter. Nos apps de mensagem, o WhatsApp foi o mais citado.

O Facebook foi a rede social mais apontada nas Filipinas (47%), Estados Unidos (35%) e Quênia (29%), entre outros países. No Brasil, o Whatsapp foi mencionado como principal local por onde mensagens falsas são disparadas (35%), enquanto o Facebook é o segundo canal mais citado (24%). O Youtube é objeto de maior preocupação na Coreia do Sul, enquanto o Twitter ocupou essa posição no Japão.

Mais da metade (56%) dos participantes do levantamento se mostrou preocupada como identificar o que é real e o que é falso no consumo de informações. O Brasil foi o país onde esse receio apareceu de forma mais presente (84%), seguido do Quênia (76%) e da África do Sul (72%).

Entre as fontes de desinformação, a mais indicada foram os políticos (40%), especialmente nos Estados Unidos, Brasil e Filipinas. Em seguida vêm ativistas (14%), jornalistas (13%), cidadãos (13%) e governos estrangeiros (10%).

Confiança

Entre os ouvidos, 38% disseram confiar nas notícias, índice quatro pontos percentuais menor do que no ano passado. Essa atitude varia entre países, sendo mais comum na Finlândia e Portugal e menos recorrente em Taiwan, na França e na Coreia do Sul. O Brasil teve desempenho acima da média (51%).

Quando perguntados sobre os conteúdos jornalísticos que consomem, o índice subiu para 46%, ainda abaixo da metade e três pontos percentuais menor do que no ano anterior. Essa avaliação sobre a confiabilidade é menor em mecanismos de busca (32%) e em redes sociais (22%).

Mas 60% relataram preferir notícias mais objetivas (sem uma visão política clara) e 28% preferiram conteúdos com visões políticas claras e que reforçam suas crenças. O Brasil foi o com maior percentual de pessoas que desejam ver notícias de acordo com suas concepções (43%).

Fonte de informação

Os serviços online foram apontados como principal fonte de informação em diversos países, como Argentina (90%), Coreia do Sul (85%), Espanha (83%), Reino Unido (79%), Estados Unidos (73%), Alemanha (69%). Em seguida vêm a TV e o rádio. A mídia impressa perdeu espaço, servindo como meio para se informar em índices que variam de 30% a 16% a depender do país.

O estudo confirmou uma variação desse comportamento conforme a idade. Jovens preferem canais jornalísticos online, enquanto a TV e a mídia impressa são a principal alternativas para a faixa acima dos 55 anos de idade.

Os brasileiros foram os que mais recorrem ao Instagram para se informarem (30%), e também estão entre os que mais utilizam o Twitter para esta finalidade (17%). Mas o Facebook e o Whatsapp ainda são as plataformas dominantes, servindo de alternativa informativa para, respectivamente, 54% e 48% dos entrevistados.

Pandemia

Embora realizado em sua maioria antes da pandemia, o estudo avaliou o consumo de notícias durante esse período. Entre os ouvidos em seis países, 60% consideraram que a mídia ajudou a entender a crise e 65% concordaram que os noticiários explicaram o que os cidadãos poderiam fazer. Dos entrevistados nestas nações, 32% avaliaram que a mídia exagerou no impacto da pandemia.

Para o pesquisador do Instituto Nic Newman, a crise provocada pela pandemia do coronavírus reforçou a necessidade da importância de um jornalismo confiável e correto que possa informar a população. Ao mesmo tempo, ele lembra como a sociedade está suscetível a teorias da conspiração e à desinformação.

“Os jornalistas não controlam o acesso à informação, enquanto o uso de redes sociais e plataformas dão às pessoas acesso a um rol grande de fontes e fatos alternativos, parte dos quais é enganosa ou falsa”, disse.

O estudo

A equipe responsável pelo relatório entrevistou mais de 80 mil pessoas em 40 países de todos os continentes. A maior parte das entrevistas foi coletada antes da pandemia, mas em alguns países, as respostas foram obtidas em abril, já trazendo algum impacto desse novo cenário.

Facebook

Em nota, o Facebook afirmou que está comprometido com o combate à desinformação. "Em abril colocamos marcações de notícias falsas em cerca de 50 milhões de postagens em todo o mundo, removemos milhares de conteúdos que poderiam levar a danos no mundo real e direcionamos mais de 2 bilhões de pessoas a recursos de autoridades de saúde por meio da Central de Informações sobre a Covid-19.  Também estamos ajudando jornalistas e organizações de notícias a se adaptarem às mudanças no mundo digital, assim como comprometemos mais de US$ 400 milhões em todo o mundo para apoiar esse trabalho", acrescentou a empresa.

 

 

*Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil

Busca por Direito Trabalhista cresceu 50%, outros temas como Imóveis e Divórcio compõem a lista de assuntos que tiveram alta no período

SÃO PAULO/SP - A pandemia do novo coronavírus gerou grande impacto no mundo e trouxe diversas mudanças na sociedade, entre elas nas relações econômicas e pessoais. Um levantamento realizado pela Dubbio - plataforma que esclarece dúvidas jurídicas e conecta gratuitamente cidadãos a advogados apontou que entre março e maio a procura por informações sobre “direito trabalhista” aumentou 50% em relação ao mesmo período de 2019. Somente em abril, o Brasil perdeu mais de 860 mil empregos formais, de acordo com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

O termo que conquistou o segundo lugar no ranking foi “imóveis”, que teve alta de 36% no período avaliado, com buscas mais relacionadas a aluguel.  “Muitas pessoas perderam seus empregos ou fontes de renda no caso de trabalhadores informais, e ainda têm muitas dúvidas sobre como proceder em um momento de calamidade pública como esse, em casos como atraso ou incapacidade de pagar o aluguel, por exemplo”, explica Tomaz Chaves, CEO da Dubbio. 

Mas os cidadãos que perderam seus empregos ou que tiveram alterações em seus contratos de trabalho não foram os únicos a procurar esclarecimento jurídico, pois o levantamento também indicou alta em assuntos relacionados à família. A terceira posição na lista de assuntos mais procurados durante a pandemia do novo coronavírus ficou com o termo “pensão alimentícia”, que teve crescimento de 25%. 

No quarto lugar entre os assuntos mais buscados está outro termo diretamente relacionado ao bolso dos brasileiros, a “cobrança indevida/abusiva” que teve alta de 21% no trimestre analisado. “Nessa fase as pessoas reveem suas finanças e olham detalhadamente contratos firmados que não estejam equilibrados entre as partes para recorrer à justiça”, comenta Chaves. 

Os conflitos envolvendo cônjuges e companheiros também estão sendo grandes nessa fase de distanciamento social, pois o convívio em tempo integral pode acabar intensificando o desentendimento entre os parceiros. A quinta posição nessa lista revela essa tendência, pois é ocupada por muitos casais que não conseguiram “sobreviver” à quarentena, já que o termo “divórcio” teve aumento de 20% de março a maio. 

O fundador da Dubbio acredita que nos próximos meses haverá um grande crescimento do número de processos em diversas áreas do Direito. “As pessoas estão se informando mais, procurando advogados que possam orientá-las nesse momento para, posteriormente, darem continuidade aos processos” sinaliza Chaves. 

Sobre a Dubbio -  Fundada em 2016 pelo empresário Tomaz Chaves, a Dubbio é uma plataforma que esclarece dúvidas jurídicas e conecta gratuitamente cidadãos a advogados. A plataforma possui mais de 4 milhões de visitantes e conta com uma base de mais de 150 mil advogados cadastrados.  A empresa prevê um crescimento de 100% no volume de buscas em 2020, devido à crise da Covid-19.  

Profissionais da Saúde podem responder questionário online até o dia 8 de junho

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem como objetivo investigar as práticas atuais de ventilação mecânica em pacientes adultos com Covid-19 no Brasil. O estudo "Práticas atuais no manejo da ventilação mecânica em pacientes com Covid-19" é realizado pelo Departamento de Fisioterapia (DFisio) e pelo Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade, sob coordenação de Renata Gonçalves Mendes, docente do DFisio.

De acordo com a pesquisadora, a ventilação mecânica pode ser invasiva ou não invasiva. "A invasiva é utilizada frequentemente em ambiente de terapia intensiva e em setores de urgência e emergência. Já a não invasiva é usada em qualquer cenário de atendimento em saúde. Pacientes mais graves, por exemplo, necessitam ser intubados e utilizar a ventilação invasiva", explica Mendes. Os profissionais que manipulam os ventiladores devem ter domínio das práticas de ventilação e precisam ajustar os equipamentos às condições clínicas de cada paciente.

No contexto atual da pandemia do novo Coronavírus, a professora da UFSCar aponta a importância do estudo diante de uma doença que ainda demanda muita investigação: "A ideia é fazer um mapeamento de como os profissionais têm realizado o manejo da ventilação no Brasil e também comparar com a prática de outros lugares do mundo. As informações levantadas poderão auxiliar os agentes que estão na linha de frente do cuidado". 

Para desenvolver a pesquisa, estão sendo convidados profissionais da Saúde envolvidos no cuidado e manejo da ventilação mecânica em pacientes adultos com Covid-19. Os participantes responderão a este questionário online (https://bit.ly/2U3umod), com duração de 5 a 10 minutos. As perguntas são relativas a formação do profissional, ambiente de trabalho, práticas de ventilação mecânica invasiva e não invasiva, ações complementares à ventilação mecânica, barreiras e facilitadores no manejo do paciente com Covid-19. O prazo para resposta vai até 8 de junho e o anonimato é assegurado a todos os participantes.
Mais informações sobre o estudo também podem ser solicitadas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 31253320.2.0000.5504).

Estudo que entrevistou 15 mil pessoas economicamente ativas também verificou que grande parte ainda acredita que atrasarão alguma conta

SÃO CARLOS/SP - Entre os dias 5 e 12 de maio, a área de Experiência do Cliente da DMCard aplicou 15.010 entrevistas online para uma pesquisa sobre o comportamento do consumidor com suas finanças durante a pandemia. O estudo apontou que 69% das pessoas tiveram algum tipo de perda financeira desde o início da quarentena e 62% acreditam que ainda vão enfrentar algum problema que as obrigará a atrasar o pagamento de suas contas.

“Nossa amostra é composta por pessoas que são portadoras de cartão de crédito e nos permite uma representatividade muito fiel de como anda o bolso desse consumidor economicamente ativo, se ele sofreu perdas e como o bolo está sendo repartido para o consumo e pagamento das dívidas mais comuns no dia-a-dia da população”, explica Sandra Castello, Diretora de Marketing e Pessoas da DMCard.

Consumidor priorizaria pagamento do cartão do supermercado ao cartão de crédito tradicional

Os entrevistados foram questionados sobre quais as dívidas que dariam prioridade em caso de não terem dinheiro suficiente para pagamento em dia de todas elas, sendo que, nesta questão, puderam citar mais de uma resposta. As contas de consumo como água, luz, telefone e internet ficaram em primeiro lugar, com 31% de percentual de lembrança.

Em segundo lugar na prioridade do consumidor está o cartão de crédito do supermercado, o private label, (29%) e, só então, o cartão de crédito tradicional (20%). Essa ordem de prioridade aponta para um consumidor que está preocupado em manter seu poder de compra, principalmente do que é essencial, em manter a comida na mesa. O cartão tradicional também pode ser utilizado no supermercado, contudo, além de não ser acessível a todos, este ainda é compreendido com um formato que pode ser utilizado para gastos supérfluos, por impulso, como explica Sandra.

“Além dessa percepção da importância e peso no orçamento entre os cartões de loja e o tradicional, há outro fenômeno importante de se observar, principalmente nas classes mais baixas, que é a atual dificuldade de se conseguir crédito na rede bancária. Não se trata apenas de uma escolha, muita gente não consegue ter um cartão de crédito tradicional. Com o atual cenário econômico a rede bancária acaba reduzindo sua aprovação e esse consumidor, muitas vezes ainda desbancarizado, acaba migrando para os cartões de loja”.

Na sequência das dívidas que não seriam tão priorizadas, foram citadas os financiamentos (11%) e a assistência médica (9%). A diretora também explica como o reflexo do não pagamento de alguma dessas contas na rotina também interfere na decisão. “Com estes resultados, conseguimos identificar uma linha clara de comportamento. O consumidor prefere pagar primeiro as contas que podem ocasionar a interrupção de algum serviço que lhe faria muita falta no seu dia-a-dia. Em segundo lugar, vêm as dívidas que podem tirar deles o poder de compra, em um momento em que ter crédito é muito importante em caso de emergências”.

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Além do desemprego, contratos foram interrompidos e ganhos reduzidos

Apenas 26% dos entrevistados afirmaram estar empregados formalmente, com registro em carteira profissional, e sem nenhum tipo de redução em seus ganhos, enquanto outros 15% tiveram redução de carga horária e, consequentemente, em seus rendimentos.

Em contrapartida, 12% foram totalmente afastados do trabalho ou tiveram seus contratos interrompidos, e 15% já entraram na pandemia desempregados. Os entrevistados aposentados são 10% dos respondentes e 21% são profissionais autônomos.

49% pediram o auxílio emergencial, no entanto apenas 15% já recebeu

O auxílio emergencial de R$ 600 oferecido pelo governo foi buscado por 49% dos entrevistados. Considerando apenas esse grupo, 31% deles já recebeu a primeira parcela. Um grupo composto por 33% não foram aprovados, outros 19% foram aprovados mas ainda não receberam e 17% ainda estão aguardando resposta.

Dentre os 51% que não entraram com o pedido, apenas 1% ainda tem a intenção de solicitar o auxílio. “A demora e problemas no pagamento dessa ajuda do governo tem reflexo direto no comportamento financeiro, principalmente no pagamento de dívidas e nas classes mais baixas, nas quais a prioridade é sempre o consumo alimentar”, destaca Sandra.

Consumidor mais dependente do crédito para abastecer a despensa

O estudo também avaliou o uso do cartão de loja do supermercado pelos consumidores, principal área de atuação da DMCard, realizadora do estudo, e 41% dos entrevistados afirmaram que um limite maior disponível em seu cartão private label os ajudaria neste momento de pandemia.

E, em caso de atraso no pagamento especificamente da fatura desse cartão e posterior acordo, 45% prefere um desconto e pagar tudo de uma vez, 32% preferem um parcelamento da dívida e para 23% basta apenas um prazo maior para pagamento.

A primeira pergunta de toda a pesquisa era se as pessoas estavam bem de forma geral, sendo que 92% responderam positivamente. Também 92% responderam que, de alguma forma, respeitam o isolamento e 35% já conhecem alguém que foi contaminado pelo novo coronavírus.

“É importante entender o comportamento financeiro dessa população economicamente ativa pois, é somente ouvindo o que pensam que podemos entender suas reais necessidades e motivações e, assim, encontrar meios que possam ser viáveis para a sustentabilidade econômica das famílias, das empresas e do nosso país”, conclui a Diretora de Marketing e Pessoas da DMCard.

Sobre o Grupo DMCard

A DMCard é uma administradora de cartões private label que nasceu em 2002, em São José dos Campos, interior de são Paulo. A empresa viabiliza a redes de supermercados a possibilidade de oferecerem aos seus consumidores um cartão de crédito de marca própria que, além de aumentar as vendas, fideliza seus clientes. Além da própria, o grupo conta também com a processadora de cartões Infocards e a financeira Finansinos S/A.

Denis César Correia, CEO do Grupo, explica o sucesso e os diferenciais da DMCard: “Somos uma empresa especialista em varejo, por isso podemos atender às necessidades específicas do segmento”.

A DMCard nasceu de uma pequena operação de cartões de fidelidade de uma rede varejista. Hoje, possui uma completa e integrada estrutura de administração e processamento de operações, e atua em diversas regiões do Brasil. A empresa já ultrapassou a marca de 3 milhões de cartões emitidos para mais de 360 redes e 2.300 lojas, incluindo Sonda, Cobal, Spani, Semar, Royal, Unissul, Unidasul, Docelar, Joanin, Ricoy, Imec, BH, Koch, Paulistão, Extrabom e Althof.

Além do crédito, a DMCard ainda oferece uma poderosa ferramenta de CRM que coleta informações sobre o hábito de compra dos consumidores, permitindo, assim, a criação de campanhas personalizadas e relevantes para os diferentes perfis de clientes existentes. 

Com nota alta em qualidade de serviço, a DMCard é uma das únicas empresas de cartões que possui o selo RA1000, garantindo o compromisso da marca em oferecer o melhor atendimento para seus parceiros e clientes.

 

 

*Por: Assessoria

BRASÍLIA/DF - Para 67% da população, o Brasil é mais motivo de orgulho do que de vergonha. É o que indica pesquisa do Datafolha divulgada nesta 2ª feira (01). Em dezembro, eram 76%.

Foram entrevistadas 2.069 pessoas por telefone nos dias 25 e 26 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Mais da metade da população (57%) está com medo do futuro, enquanto 41% se dizem confiantes. Eis 1 resumo dos sentimentos dos brasileiros, de acordo com a pesquisa:

  • 63% tristes com o Brasil, 34% se dizem felizes;
  • 42% sentem raiva, 52% se declaram tranquilos;
  • 59% se sentem desanimados, 39% estão animados;
  • 69% afirma que a insegurança se sobrepõe à segurança ao pensar no Brasil, enquanto 30% sentem o oposto;
  • 53% sentem mais esperança que medo. Para 46%, é o contrário.

Há preponderância de sentimentos negativos no grupo de mulheres de 16 a 24 anos e oradores da região Nordeste.

Empresários estão mais otimistas: 80% afirmam ter orgulho do país, 72% se dizem esperançosos, 66% estão tranquilos, 62% se declaram animados e confiantes no futuro e 45% afirmam se sentirem seguros.

O grupo que aprova o governo Bolsonaro tem mais sentimentos positivos. Entre aqueles que consideram a gestão boa ou ótima, 80% sentem mais orgulho que vergonha do país e 75% se sentem seguros.

Os pesquisadores indicam que, quando o entrevistado ou algum conhecido foi diagnosticado com covid-19, os índices permanecem os mesmos que os gerais. Mas quanto menor o grau de adesão ao isolamento social, mais confortáveis os entrevistados se sentem em relação ao país.

 

 

*Por: PODER360

Resultados sobre condições de acesso a computadores e à internet irão subsidiar medidas de apoio aos estudantes

 

SÃO CARLOS/SP - No momento em que o ensino a distância é discutido e adotado em diversos países, conhecer a realidade dos estudantes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) é imprescindível. A UFSCar, por meio de sua Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad), consultou os estudantes quanto às condições de acesso à internet e a equipamentos, durante a pandemia, para realizar atividades de seus cursos. A consulta também abordou condições de isolamento e de saúde mental. 

Participaram da consulta 7.483 estudantes, o que corresponde a 54,1% da graduação na UFSCar, em seus 4 campi. Com relação a condições de acesso a recursos tecnológicos em uma eventual oferta de disciplinas por meios virtuais, 93,9% dos estudantes declararam ter amplo acesso à internet, sem restrição no volume de dados. Quanto ao acesso a dispositivos para realização das atividades dos cursos, 78,8% afirmou ter um computador próprio, adequado ao estudo e aulas.

Com relação às condições de isolamento, 55,6% dos estudantes declarou estar em isolamento parcial (com saídas eventuais para compras essenciais); 41,8% declarou estar em isolamento total; e somente 1,7% afirmaram não estar em isolamento. Os estudantes relataram, ainda, sofrerem impactos financeiros e emocionais durante a pandemia da COVID-19. Dentre as preocupações, atraso para conclusão do curso e inseguranças em virtude da presente crise.

As respostas detalhadas podem ser consultadas, por campus e curso, no relatório da Consulta aos discentes acerca de suas condições de acesso ao ensino por meios virtuais. "Para nós foi de extrema importância a participação dos estudantes de maneira tão significativa e rica. Precisamos pensar, em conjunto, os próximos passos do ensino na Universidade. Para isso, a inclusão é fundamental", relata Cláudia Gentile, Pró-Reitora Adjunta de Graduação da UFSCar.

Trabalhando pela inclusão - A Secretaria de Informática (SIn) junto à Pró-Reitoria de Administração (ProAd) vêm trabalhando alternativas para a disponibilização de equipamentos e serviços que permitam acesso a aulas em ambientes de aprendizado remoto a todos os estudantes da UFSCar que não possuem plenas condições de acesso.

"Realizamos cotações e estamos em contato com as outras Universidade em busca de soluções técnicas que sejam viáveis para as necessidades de nossos alunos. A missão da Universidade é educar e seguimos trabalhando para vencer os desafios exigidos pelo contexto atual", finaliza Márcio Merino Fernandes, Pró-Reitor de Administração.

Além das ações locais, a Reitora da UFSCar, Wanda Hoffmann, tem atuado junto ao Ministério da Educação (MEC) e à Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) em busca de soluções conjuntas para garantir acessibilidade e inclusão. "Precisamos apoiar estudantes em situação de vulnerabilidade para que tenham plenas condições de estudo, em todos os momentos - em períodos de quarentena ou não", defendeu a Reitora.

Estudo investigou rotina de 1.476 crianças e jovens durante pandemia do novo Coronavírus

 

SOROCABA/SP - Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd-So) do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) investigou as condições cotidianas que os alunos e alunas das escolas de Educação Básica (Ensino Fundamental e Médio), das redes pública e privada da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) têm enfrentado no contexto da pandemia do novo Coronavírus. O estudo, realizado nos meses de abril e maio deste ano, também enfocou o desenvolvimento de atividades escolares em casa, seus limites e possibilidades.

O levantamento contou com a aplicação de um questionário com 43 questões. Para os resultados, foram consideradas 1.476 respostas de estudantes de 6 a 18 anos do Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano), Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Médio (1º ao 3º ano) de 18 municípios, entre eles Sorocaba, Itapetininga, Porto Feliz, Votorantim e Tatuí. A coordenação da equipe responsável pelo estudo foi dos professores Marcos Francisco Martins, Luciana C. S. Coutinho e Maria Carla Corrochano, do Departamento de Ciências Humanas e Educação (DCHE-So) do Campus Sorocaba da UFSCar. 

Entre os resultados que mais chamam atenção dos pesquisadores, está o dado de que 41,68% dos estudantes investigados não estão aptos ao ensino remoto. Essa inaptidão pode ser de ordem estrutural (acesso à Internet, disponibilidade de computadores e celulares etc.) e também psicopedagógica (condições de acompanhamento das atividades por parte de pessoas que residem na mesma casa). Segundo o relatório da pesquisa, no Ensino Fundamental I e II os aspectos estruturais são mais presentes; já no Ensino Médio ocorre o contrário: os aspectos estruturais são menos relevantes que os psicopedagógicos.

A crise provocada pela Covid-19 é mais sentida conforme a classe, raça e gênero dos estudantes e seus familiares, apontam os pesquisadores. Nesse contexto, a figura da mãe aparece como sendo a principal mediadora das atividades escolares - 72,54% delas desempenham esse papel. Além disso, 4,26% dos alunos respondentes da rede particular conhecem alguém que não tem acesso à Internet em domicílio; na rede pública, esse número cresce para 19,13%. 

Além do acesso à Internet, outra defasagem é em relação ao número de horas diárias dedicadas ao estudo. Dos 173 alunos do Ensino Fundamental I, a maioria (124) dedica, no máximo, duas horas por dia - uma carga horária bem abaixo da regular na modalidade presencial (4 horas, sem contar as tarefas de casa). No Ensino Fundamental II, 56,5% dos respondentes das escolas privadas dedicam de três a quatro horas; já 60,2% dos respondentes das escolas públicas dedicam somente de uma a duas horas.

O levantamento constatou que os meios digitais foram majoritariamente empregados no contato das escolas com os estudantes e familiares, sendo o WhatsApp a plataforma predominante (50,81%). Também de acordo com as respostas, a maioria das crianças e jovens está em isolamento social. No Ensino Médio, por exemplo, 600 estudantes (96%) investigados têm respeitado o isolamento social provocado pela pandemia.

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Encaminhamentos
Para os pesquisadores da UFSCar, "o enfrentamento da pandemia exige a intersetorialidade na elaboração e na implantação de políticas públicas, articulando a área da Educação com as de Infraestrutura, Saúde, Assistência Social, Cultura, Esporte e Lazer, embora a máquina pública, historicamente, se caracterize por ser fragmentada".

A fim de que os resultados da pesquisa sirvam de subsídios para agentes públicos e privados traçarem políticas para dirimir os efeitos da pandemia no processo de ensino-aprendizagem, o relatório apresenta 25 diretrizes, divididas em duas categorias: 1. indicações de imediata implementação e 2. indicações para o retorno dos estudantes à escola. Essas diretrizes são direcionadas às secretarias municipais e estaduais de Educação, ao Ministério da Educação, a conselhos e comissões de Educação, e ao Ministério Público.

Entre as diretrizes para indicação imediata, estão: levantar o número de alunos que não possuem meios para o ensino remoto e fornecer esses equipamentos; ampliar o acesso aberto à Internet em territórios vulneráveis das 27 cidades da RMS; identificar alunos deficientes e analfabetos e produzir um plano de ação com vistas ao reforço no atendimento didático-pedagógico e psicológico; suspender as avaliações da aprendizagem com atribuição de notas e as de larga escala; unificar os calendários 2020 e 2021 em um único ciclo e sem reprovação.

Para o período pós-isolamento, o estudo sugere que seja feito um escalonamento do retorno às aulas e dos horários em um mesmo turno de aula. Também é recomendado demarcar locais com distância segura em espaços de refeição; implantar rodízio de dias para a ocupação das salas de aula e, se necessário, ampliar o horário de funcionamento das escolas; disponibilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) a toda a equipe da comunidade escolar; entre outras ações. 

O relatório integral da pesquisa intitulada "Condições e dinâmica cotidiana e educativa na RMS (Região Metropolitana de Sorocaba/SP) durante o afastamento social provocado pelo Coronavírus" pode ser acessado no site do PPGEd-So, no link https://bit.ly/36EkS7Y. Mais informações sobre o estudo podem ser obtidas com o professor Marcos Martins pelo e-mail marcosfranciscomartins@gmail.com.

Podem participar do estudo professores das redes municipal, estadual e particular da cidade de São Carlos

 

SÃO CARLOS/SP - O Departamento de Metodologia de Ensino (DME) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) busca pessoas voluntárias para participar da pesquisa "O trabalho docente em tempos de isolamento social: um estudo nas redes de ensino de São Carlos", coordenada por Fernando Stanzione Galizia, docente do DME. 

A pesquisa tem como objetivo mapear como se desenvolveu o trabalho docente de professores da Educação Básica, de diferentes áreas, nas redes municipal, estadual e particular de São Carlos, no período de isolamento social devido à pandemia da Covid-19. Também visa identificar as relações estabelecidas entre poder público, gestão escolar e classe docente durante a reorganização do sistema educacional em decorrência do isolamento social; compreender como os professores entenderam a importância e o papel atribuídos à Educação Básica pela sociedade em geral e pelo poder público neste contexto emergencial; e caracterizar as influências deste contexto nas condições de trabalho docente quanto ao planejamento, ao desenvolvimento e à relação das atividades com o ensino a distância e o uso de tecnologias.
São convidados a participar do estudo professores, efetivos ou substitutos, de qualquer área do conhecimento, das redes municipal, estadual e particular da cidade de São Carlos. A participação consiste, neste primeiro momento, em responder a um questionário online (https://bit.ly/3evQU93), com duração aproximada de 10 minutos. O prazo é até 20 de junho e o anonimato é assegurado.

Com a coleta de informações, a pesquisa pretende auxiliar nas reflexões sobre o trabalho docente durante o período de isolamento social, com a hipótese de que esses profissionais foram chamados a atuar em outra lógica que não a que estavam acostumados - mudando de ensino presencial para o ensino a distância - em um curto período de tempo e sem suporte material, psicológico e formativo suficientemente adequado.
Mais informações estão disponíveis no formulário (https://bit.ly/3evQU93) e dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelos telefones (16) 3351-8668 e (16) 3351-8373. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 31436620.9.0000.5504).

Projeto convida pessoas a responderem questionário online até 31 de maio

 

SÃO CARLOS/SP - O Grupo de Estudo e Pesquisa em Serviços (GEPS) do Departamento de Engenharia de Produção (DEP) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está conduzindo uma pesquisa sobre mudanças nos padrões de consumo de serviços durante a pandemia de Covid-19. O projeto está sob a responsabilidade do professor Glauco Henrique de Sousa Mendes, do DEP.

Além de um impacto significativo na área da Saúde, a crise da Covid-19 vem afetando o funcionamento de diversos setores da economia. O estudo, atendendo a um dos chamamentos propostos pela revista The Service Industries Journal, busca compreender como a pandemia influencia e influenciará o consumo de serviços.

O objetivo geral é investigar o grau de aceitação de novas modalidades de ofertas de serviços. "Setores como educação, alimentação e entretenimento passaram por profundas mudanças a partir da crise da Covid-19. A pesquisa vai avaliar a percepção dos clientes em relação a essas novas modalidades e, principalmente, verificar se mudanças de comportamento de compra permanecerão no futuro. Com isso, buscamos compreender o que será o novo normal pós-Covid-19", explica Mendes.

A pesquisa é aberta, mas foca no público universitário em virtude dos tipos de serviços investigados, justamente, educação, alimentação e entretenimento. As pessoas interessadas em participar devem responder a questionário online, disponível neste link (https://pt.surveymonkey.com/r/SHJSVDN), até 31 de maio. O tempo estimado de resposta é de 20 minutos. Trata-se de uma pesquisa de opinião, sem identificação e os participantes têm garantia de sigilo, sendo que nenhum dado individual será divulgado.

De acordo com o professor, o projeto trará inúmeras contribuições. "Primeiro, ajudará a entendermos como a crise da Covid-19 influencia em nosso comportamento presente e futuro ao acessarmos serviços essenciais. Segundo, os resultados poderão ser utilizados por empresas para planejamento e reorganização de seus modelos de negócios. Claro que isso tem impactos na manutenção dos próprios negócios e de empregos, uma vez que o setor de serviços responde pela maior parcela da geração de empregos no Brasil. E, terceiro, os resultados ajudarão a compreender o comportamento das pessoas em períodos de crises", destaca Mendes.

Os resultados deverão ser consolidados em um artigo científico e em relatórios técnicos. A previsão é que a pesquisa seja finalizada até o final de julho. Ao participar, os voluntários também estarão contribuindo para o enfrentamento da pandemia. A cada questionário completo, o GEPS doará R$1 para a compra de luvas e máscaras, que serão destinadas ao combate da Covid-19.

Além dos estudantes do GEPS, o projeto conta com o apoio de docentes do DEP, como Fabiane Lizarelli e Gilberto Ganga. Mais informações estão disponíveis no questionário online (https://pt.surveymonkey.com/r/SHJSVDN).

SÃO CARLOS/SP - Um estudo realizado recentemente por pesquisadores da USP de São Carlos foi recentemente publicado em nível internacional, onde é apresentada uma nova abordagem para modelar e caracterizar a epidemia COVID-19, usando uma rede complexa de múltiplas camadas. Sabendo-se que existem vários fatores envolvidos na disseminação da epidemia, como as características individuais de cada cidade/país, este trabalho confirma que a verdadeira forma da dinâmica da epidemia é um sistema grande e complexo, como a maioria dos sistemas sociais. Nesse contexto, redes complexas são um ótimo candidato devido à sua capacidade de lidar com propriedades estruturais e dinâmicas.

O modelo aprimora o SIR tradicional e é aplicado ao estudo da epidemia brasileira, analisando possíveis ações futuras e suas consequências. A rede é caracterizada por considerar estatísticas de infecção, morte e tempo de hospitalização. Para simular isolamento, distanciamento social, ou medidas de precaução, em seu trabalho os pesquisadores removeram camadas e/ou reduziram a intensidade dos contatos sociais. Os resultados mostram que, mesmo tomando várias premissas otimistas, os atuais níveis de isolamento no Brasil ainda podem levar ao colapso do sistema de saúde e a um número considerável de mortes (média de 168.000).

Se todas as atividades voltarem ao normal, o crescimento da epidemia sofre um aumento acentuado em relação ao padrão atual, e a demanda por leitos de UTI supera 3,5 vezes a capacidade do país. Isso, certamente levaria a um cenário catastrófico, já que nossa estimativa atinge uma média de 240.000 mortes, mesmo considerando que todos os casos são efetivamente tratados.

O aumento do isolamento (até um bloqueio) mostra ser a melhor opção para manter a situação sob a capacidade do sistema de saúde, além de garantir uma diminuição mais rápida de novas ocorrências de casos (meses de diferença) e um número de mortes significativamente menor (média de 79.000).

Para conferir este trabalho da autoria dos pesquisadores Leonardo Scabini, Altamir Júnior e Odemir Bruno, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), e de Lucas Ribas, Mariane Neiva e Alex Farfán, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP), clique em.

 

https://arxiv.org/pdf/2005.08125.pdf

 

*Por; Rui Sintra 

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